Ninguém nos ensina a estudar

Sabes estudar?

Ensinam-nos a matéria, mas falta explicar como aprender melhor a matéria. Como reter a informação que nos passaram. Devemos estudar horas a fio antes de uma apresentação ou de um teste para ter a matéria fresca? Ou é melhor ir espaçando a aprendizagem? Devemos ir tirando apontamentos à medida que vamos lendo? E como fazer esses apontamentos?


Tantas questões e poucas respostas. E o curioso é que a ciência já tem muitas delas, só ninguém nos ensinou. Daí nasceu este blog.

Eu senti esta dificuldade quando num mestrado tive de escrever um ensaio. Pesquisei bastante sobre o tema, mas e depois? Como estruturar? O que era expectável? De que forma apresentar o conteúdo? O mesmo acontece com a auto-aprendizagem: lemos um livro, compramos um curso, e pouco fica.

A esmagadora maioria das pessoas nem termina os cursos online. Eu sou uma dessas pessoas. Foi esse reconhecimento que me levou a aprender a aprender — a estudar as técnicas, a testá-las, e a perceber o que realmente funciona. Para colmatar uma lacuna que, na minha experiência, é real e raramente abordada.

Então, este blog tem 4 categorias:

  • Técnicas: as estratégias comprovadas pela ciência cognitiva — espaçamento, recall ativo, modo difuso, intercalação
  • Hábitos: as condições que tornam a aprendizagem possível — sono, ambiente, consistência, gestão da atenção
  • Livros: os que realmente valem o tempo — resumos e o que ficou depois de fechar a última página
  • Ferramentas: apps, métodos de notas, flashcards — o que usar e quando

Podem também contar com posts sobre como usar a inteligência artificial para aprender melhor e mais rápido. Faz todo o sentido na era que vivemos.

Uma última nota: fui jornalista. Toda a informação deste blog tem fundamento — vem de livros, autores de referência e papers científicos. Vem da ciência.

Aprender é um verbo. Vamos colocá-lo em prática.



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